Robson

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Sou filho de um pastor. Ele aceitou a Jesus há mais ou menos uns quarenta anos, depois minha irmã aceitou também, minha mãe aceitou. Depois eu vim aceitar em 1987, e em 2017 eu faço 30 anos no evangelho. Desses 30 anos eu já estou como ministro de evangelho há 25 anos. Me formei para ter uma estrutura melhor espiritualmente e ensinar melhor às pessoas, porque a nossa obrigação é ensinar melhor. Eu creio na palavra de Deus, que em ajudar alguém de alguma forma você vai para frente, que a vontade de Deus é que todos sejam abençoados. Com toda a crise que estamos passando, com todo problema que o pobre passa, eu não tenho me sentido dentro dessa crise. Pelo contrário, eu me sinto fora da crise, porque o dinheiro que eu tenho hoje que eu ganho dá para eu viver e sobreviver.

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Eu trabalhei em uma faixa de 15 anos com carteira assinada. Trabalhei em Botafogo, trabalhei na Shell, na Petrobras como auxiliar de serviços gerais, como auxiliar de pintor, de office boy. Agora, eu venho trabalhando como autônomo: vendendo roupa, boneca, camisa de time. Eu compro das lojas grandes de Caxias por preço de revenda, e de Caxias eu vendo por aqui, na Maré toda e em Bonsucesso. As coisas mais populares que eu vendo são lingerie e camisa de time, mais aí a camisa. Pro ano que vem eu estou com a meta de investir mais. Se eu pego 40 conjuntos hoje, ano que vem eu quero pegar 60, 70. Se eu pego 20 a 30 na camisa de time, eu quero pegar de 50 a 60. Quanto mais invisto, o lucro é maior.

Deus me deu uma sabedoria, uma percepção para eu saber como vender essas coisas. Eu tenho livro com todos os meus fregueses (nome, a data específica que vão pagar). Eu boto de dia 7 até o dia 10, e nesse dia eles pagam. Às vezes tem gente que não paga e eu acabo deixando para lá, ficam como presentes para eles. Eu tenho dois salários mínimos todo mês, e com esse dinheiro eu vou, como diz o meu pai, tocando o meu barco. Eu tenho a minha casinha, meu arroz, meu feijão, dinheiro para sair e voltar, cuidar da minha esposa, minha filha, minha família e ainda dinheiro para ajudar as pessoas quando alguém precisa. Eu ajudo algumas pessoas comprar pão, pagar uma passagem pros adolescentes para eles se divertirem, dar pra rifa da minha igreja, etc. Nisso eu tenho imenso prazer, uma alegria muito imensa de ajudar essas pessoas.

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No dia 6 de maio de 2006 eu fui vítima de um acidente de carro, na Ilha do Governador. A moto me jogou por alto e o carro passou por cima de mim, e me deixou 14 dias em coma. Meu ombro saiu do lugar e no pé eu tenho oito parafusos. Não tinha plano de saúde, fui pro hospital público. Fiquei um mês e dois dias (do dia 6 de maio até o dia 8 de junho) internado, recuperando. Deus fez por a bondade através dos médicos para cuidar de mim. Eu fiquei parado por causa da minha situação de saúde e aí eu decidi trabalhar como autônomo para poder arrumar o meu ganho, para poder sobreviver. E, graças a Deus, eu estou vivo, conversando contigo, expondo também quem sou: trabalhador, vendedor, uma pessoa fiel, ofertante, cooperador, ajudador, que tem um coração bom. Em ajudar, eu acredito que eu só tenho a ganhar, só tenho a prosperar da melhor forma.

Eu não moro mais na Maré. Eu moro na Baixada. De lá para acá é uma hora e meia de viagem. Eu morei aqui quarenta e dois anos, agora eu estou morando fora há cinco anos. Casei novamente, sou mais feliz graças a Deus. Eu acho a Baixada, pelo menos, um lugar onde me sinto feliz. Conheço todo mundo; eles têm a mesma educação que tive aqui (bom dia, boa tarde, boa noite, etc). Meu pai sempre me ensinou o seguinte: quem faz o lugar aonde mora é o próprio morador. Se o morador for respeitador, educado, sincero, tudo dá certo, a vida dele dá certo.

Eu estou morando lá fora daqui da comunidade, mas todo dia eu estou aqui para vender, e além de vender eu tenho a minha igreja. Sou membro da Assembleia de Deus Central de Bonsucesso, faço parte daquele ministério. Minha sogra e minha esposa moram na Baixada. Minha filha casou agora em maio e mora na Tijuca. Meu pai e minha mãe moram aqui ainda, têm mais ou menos 54, 55 anos só aqui. Meu pai tem 85 anos, minha mãe tem quase 80, eles têm 60 anos casados. É uma historia, uma vida. Nesse lugar era tudo barraco, barraco de madeira.  Ao decorrer dos anos a madeira deu lugar a esse monte de casa que você vê aqui. A minha alegria sempre está aqui. Minha igreja, meu pai, minha mãe, meus amigos. A minha vida está pra lá, eu vivo para isso.

Sou grato a Deus por ter uma família excelente, um bom pai, uma boa mãe, que me ensinaram o caminho de andar, como ser um bom pai e bom filho. Eu vou ser avô talvez, e com certeza eu creio que vou ser um bom avô também. Um bom filho é um bom pai; um bom pai é bom avó; um bom avô vai ser um bom bisavô, tataravô. Meu pai já é tataravô. Filho, pai, avô, bisavô, tataravô. São cinco gerações. Quer dizer, essas palavras vão ser para todo mundo ver, ouvir. Para que a luz ensine, estimule a ser um bom filho. Claro que tudo depende do amor de Deus. O amor do Senhor é o princípio sabedoria, e diz também que se deve amar seu pai e sua mãe para que se prologue os seus anos de vida na terra. Amamos o pai e amamos a mãe, e respeitando, obedecendo, sendo educados, aceitamos os princípios que fomos criados por eles e a vida é uma vida abençoada e vitoriosa.

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